Clube de Mães da Colina fortalece cultura, inclusão social e geração de renda em Mariana
    Fotos: Leandro H. Santos

    Por: Rozembergue Alex Teixeira

    Há 27 anos promovendo integração social, valorização da cultura artesanal e acolhimento comunitário, a Associação Clube de Mães da Colina segue desempenhando um importante papel social em Mariana. Fundada em 1999, a entidade sem fins lucrativos tornou-se referência na oferta de oficinas, atividades culturais e ações voltadas para o fortalecimento dos vínculos comunitários.

    A presidente da associação, Riginalva Gomes Batista da Silva, destaca que o principal objetivo do Clube de Mães vai muito além do artesanato.

    “Nosso foco é sociocultural. Ensinamos diversas técnicas artesanais, mas o mais importante é acolher as pessoas, oferecer apoio, amizade e tirar muita gente do isolamento. Hoje o mundo precisa de mais encontros, mais conversa, mais convivência e mais contato com a comunidade”, afirma.

    Segundo Riginalva, a associação nasceu com a missão de preservar tradições e resgatar saberes culturais, mantendo vivas técnicas como crochê, tricô, bordado, fuxico, reciclagem e outros trabalhos manuais. As atividades são abertas a pessoas de todas as idades, incluindo crianças, adolescentes, adultos, idosos e homens, ampliando o alcance social da entidade.

    Um dos capítulos mais importantes da história da associação foi a tradicional feira de artesanato realizada durante o Festival de Inverno de Mariana. De acordo com Riginalva, a feira aconteceu de forma ininterrupta entre os anos de 2000 e 2017, dentro da Casa de Cultura, tornando-se uma referência para os artesãos da cidade e para os visitantes do evento.

    A presidente ressalta que a associação possui registros que comprovam essa participação contínua ao longo de 17 anos. Durante esse período, a feira serviu como vitrine para o trabalho das associadas, contribuindo para a valorização da cultura popular, a preservação das técnicas artesanais e a geração de renda para dezenas de famílias.

    Riginalva lembra ainda que a iniciativa contava com importantes incentivadores. “Nós tínhamos essa feira dentro do Festival de Inverno, na Casa de Cultura, e tínhamos como padrinhos o ex-prefeito Roque, Carmelo e sua esposa Merânia, que sempre apoiaram e incentivaram o nosso trabalho”, recorda.

    Atualmente, o Clube de Mães da Colina mantém projetos permanentes voltados para a capacitação e o desenvolvimento social. Entre eles está o projeto Fazendo Arte na Colina, realizado às segundas-feiras, que reúne oficinas de crochê, tricô, bordado, artesanato reciclável e diversas outras técnicas manuais.

    Outro destaque é o projeto Fábrica de Sonhos, voltado para modelagem, corte e costura. A iniciativa busca ensinar desde os princípios básicos de utilização e regulagem das máquinas até a confecção completa de peças. O objetivo é oferecer qualificação que possa ser transformada em oportunidade de trabalho e geração de renda.

    “Aqui a gente ensina a fazer. Como dizia Dona Arlete Neves, uma das fundadoras da associação, nós damos a vara e ensinamos a pescar. Muitas pessoas aprendem uma profissão, produzem suas peças e conseguem complementar a renda familiar”, ressalta Riginalva.

    A associação também atua com os princípios da economia solidária. Os participantes têm a oportunidade de expor e comercializar seus produtos em feiras e eventos organizados pela entidade. Além do espaço para vendas, o Clube de Mães disponibiliza embalagens, etiquetas, divulgação e apoio para que os artesãos possam alcançar novos clientes.

    As encomendas recebidas pela associação também são distribuídas entre os participantes conforme suas habilidades, ampliando as oportunidades de renda e fortalecendo o trabalho coletivo. Quando surgem pedidos maiores, como produção de brindes, chaveiros ou peças artesanais em quantidade, os associados são mobilizados para atender à demanda de forma colaborativa.

    Para contribuir com a manutenção das atividades, é cobrada uma contribuição mensal de R$ 20 dos associados. O valor é utilizado para custear despesas básicas, como água, café, limpeza e manutenção do espaço. Pessoas em situação de vulnerabilidade social podem participar das oficinas mesmo sem condições de arcar com os custos.

    Riginalva faz questão de destacar que a entidade não possui vínculo político nem religioso e atua de forma independente. Segundo ela, o Clube de Mães da Colina é uma associação sem fins lucrativos que busca recursos por meio de editais, parcerias com empresas e apoio do poder público para a realização de oficinas e projetos voltados à comunidade.

    A atual diretoria é composta por Riginalva Gomes Batista da Silva na presidência, Romilda na vice-presidência, Gisele como primeira secretária, Giovana como segunda secretária, Rosilane como primeira tesoureira e Marilúcia como segunda tesoureira, além dos integrantes do Conselho Fiscal.

    Recentemente, a sede da associação passou por melhorias estruturais, oferecendo mais conforto e melhores condições para a realização das atividades. O espaço abriga oficinas, encontros e projetos que fortalecem a convivência comunitária e promovem inclusão social.

    Ao final, Riginalva reforça o convite para que mais pessoas conheçam o trabalho desenvolvido pela entidade.

    “Queremos que as pessoas venham participar conosco. O Clube de Mães da Colina é uma grande família que cresce a cada dia. Estamos de portas abertas para acolher, ensinar, motivar e fortalecer os laços da comunidade”, conclui.


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